sábado, 29 de junho de 2013

Dilma (PT) cai e Marina Silva (REDE) cresce

Marina Silva (REDE) cresce e está praticamente em empate técnico com Dilma (PT)

Dilma perde apoio e enfrentaria segundo turno em 2014, diz Datafolha



Após três semanas de manifestações, a taxa de intenção de votos da presidente Dilma Rousseff caiu até 21 pontos percentuais. Embora ainda lidere a disputa de 2014, Dilma é a pré-candidata que mais perdeu apoio na corrida presidencial e a queda indica que hoje ela teria de enfrentar um segundo turno.


O cenário hoje mais provável para a sucessão inclui Dilma, Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

Nessa simulação, a petista tinha 51% das intenções de voto nos dias 6 e 7 deste mês. Agora, desceu para 30%. Esse é o mesmo percentual da aprovação de seu governo, apurada no mesmo levantamento e divulgada neste sábado (29) pela Folha.

Nesse mesmo cenário, Marina Silva subiu de 16% para 23%. Aécio Neves foi de 14% para 17%. Campos oscilou de 6% para 7%. Nessa hipótese, seria realizado um segundo turno entre a petista e Marina.

O Datafolha foi à ruas na quinta e na sexta-feira. Entrevistou 4.717 pessoas em 196 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Leia na edição da Folha deste domingo outros cenários da pesquisa Datafolha, incluindo o antecessor de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. (FERNANDO RODRIGUES)

Fonte: www.folha.com.br


Odilon lidera votação às pressas, sem povo e sem pudor!

Velhos políticos e a velha política: ODILON manobra na Câmara Municipal para  entregar mais dinheiro ao prefeito VALMIR e ao CÉLIO COSTA

Odilon: liderou uma votação às pressas.
A velha política, sem povo e sem pudor
Quem foi à Câmara Municipal de Vereadores de Parauapebas, neste sábado, às 10:00, horário que foi divulgado para início de uma suspeita sessão extraordinária, simplesmente perdeu seu tempo.

O horário que divulgaram para a mídia e para os vereadores que se opuseram a uma suspeita suplementação orçamentária, que era às 10:00, foi antecipado para às 9:00. Acredite, os vereadores PAVÃO, MARIDÉ, JOÃO DO FEIJÃO, BRAZ, CHARLES, ODILON, DEVANIR, LUZINETE e MAJO DA MACTRA chegaram cedinho na Câmara, iniciaram a sessão legislativa antes que os demais vereadores aparecessem e em apenas 13 minutos aprovaram uma complexa suplementação orçamentária, às pressas, sem povo, sem imprensa e sem pudor. 

Em menos de 13 minutos já fecharam  o pacote. Encheram os bolsos do VALMIR DA INTEGRAL, são cerca de mais de R$ 200 milhões para o dono da Integral gastar.

Você, caro leitor, acredita que os vereadores PAVÃO, MARIDÉ, JOÃO DO FEIJÃO, BRAZ, CHARLES, ODILON, DEVANIR, LUZINETE e MAJO DA MACTRA, saíram de casa cedinho, numa manhã de São Pedro, para fazer essa bondade ao prefeito VALMIR DA INTEGRAL e ao CÉLIO COSTA  e nada receberam, saíram com os bolsos vazios? 

Quanto você acha que recebeu cada vereador que votou a favor do Célio Costa e do Valmir?

Os vereadores PAVÃO, MARIDÉ, JOÃO DO FEIJÃO, BRAZ, CHARLES, ODILON, DEVANIR, LUZINETE e MAJO DA MACTRA,  parecem não saber o que anda ocorrendo nas ruas do país e ainda se prestam a esse tipo de manobra, são corajosos e pensam que enganam o povo de Parauapebas.

Nessas manobras da velha política, lamenta-se ver um jovem vereador que nem Dr. CHARLES, que poderia ter um futuro brilhante, mas que na primeira oportunidade sucumbe, sendo engolido pelo vereador ODILON, que, de fato, é o líder do governo VALMIR DA INTEGRAL.

Parabéns aos vereadores Josineto, Bruno Soares, Euzébio, Arenes, Miquinhas e Eliene, que tentaram evitar que essa manobra fosse aprovada.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vereadores Bruno (PP), Eliene (PT) e Arenes (PT): pedem participação popular na Câmara

Vereador pedem à população que compareçam à Câmara Municipal:

SÁBADO, dia 29, às 10:00!



Escolha o seu caminho!

Bruno Leonardo Araújo SoaresEliene SoaresArenes SouzaHoje, o povo de Parauapebas perdeu. 

O governo municipal demonstrou que a força imposta pelas convenções e o tão antigo fisiologismo do poder executivo ainda define a pauta do parlamento.

Hoje, eu, BRUNO SOARES, e os vereadores do PT, votamos contra o projeto de Lei de Crédito Especial que autoriza o prefeito a gastar mais de 270 milhões, totalizando 09 votos a favor e 05 contra. 

O problema é que o Sr. Valmir Mariano até a presente data não conseguiu investir nem o recurso aprovado no orçamento 2012, somando hoje mais de 600 milhões em caixa. 

O Poder Público tem como objetivo precípuo não auferir lucro como na iniciativa privada, mas sim buscar a melhoria da qualidade de vida do povo e garantir os direitos sociais constitucionais, como diz a nossa Carta Magna, no dispositivo abaixo:

Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 64, de 2010).

Sábado haverá a segunda sessão, participe e conheça mais a atuação do legislativo.

#PROTESTAPARAUAPEBAS#

SÁBADO, dia 29, às 10 horas da manhã, na Câmara Municipal

Vereadores que apoiam  prefeito e Célio Costa tentam votar projeto às escondidas e marcam votação para sábado, querem entregar mais dinheiro nas mãos do prefeito VALMIR DA INTEGRAL e CÉLIO COSTA. 

Prefeito e secretário não ouve e nem consulta o povo, porém querem mais dinheiro da população!

Você é a favor que entregue mais dinheiro para VALMIR DA INTEGRAL e CÉLIO COSTA?

E os vereadores, quem irá votar a favor?

Manifestantes convocam a população para comparecer à Câmara Municipal.

Dinheiro desviado da educação, saúde, obras, habitação vai parar nas mãos de advogado!

Parauapebas: política na esquina, notícias e boatos do dia

Sai gazela, entra Dorinha (vulgo Dodôra)
Mudanças no gabinete e na casa do prefeito: sai Gazela, entra Dorinha. 

Mais grana
Valmir da Integral nem sabe o que fazer com tanto dinheiro que já recebeu, nunca em 6 meses um prefeito de Parauapebas teve tanto dinheiro nas mãos, mas para VALMIR DA INTEGRAL todo dinheiro é pouco e quer pedir dinheiro emprestado. O espírito do caloteiro fala mais alto?

Endividado
Parece que o aprendizado de empresário na Integral contaminou o prefeito, agora o homem quer endividar o município. É a sina de caloteiro.

Fraude em licitação: formação de quadrilha e peculato
Natan Donadon, atualmente deputado federal por Rondônia, teve ordem de prisão emitida pelo STF. O rapaz meteu a mão no dinheiro do povo e pegou mais de 13 anos de cadeia.

Tarda mas não falha
O caso do deputado Natan serve de alerta ao Darci, Euzébio, Wanterlor, Valmir da Integral e uns e outros: pode demorar, mas não falha. Um dia a bendita conta chegará.

Pazinato
Em Parauapebas, o prefeito VALMIR pagou R$ 41.6 milhões para um advogado com base em contrato de ontem, ano de 2012, essa saga quando é relatada em qualquer fórum, por esse Brasil afora, causa horror.  Mas em Parauapebas, o Ministério Público, decorrido mais de 2 anos, nada fez.

Valmir, Darci, Pazinato e Natan
O advogado, cujo préstimo mai valioso e efetivo foi tirar cópias dos autos de uma ação transitada, ganhou na mega sena de fim de ano, mas sozinho não foi, que acham? Valmir e Darci que ganharam? Natan, o deputado, ganhou mais de uma década de cadeia.

Protestos

Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e muitas outras cidades protestam. Motivo aos moradores dessas cidades não falta. Nelas, manifestantes querem transporte público de qualidade e prisão dos corruptos. Em Parauapebas VALMIR apóia os protestos, acredite. 

Prefeito quer verba suplementar
Qual o cidadão de Parauapebas, com um mínimo de juízo, a favor de mais dinheiro para VALMIR DA INTEGRAL e CÉLIO COSTA? 

Vereadores
Será que os vereadores aprovarão essa insanidade?

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Manifestantes: tarifa do transporte público e corrupção

#PROTESTAPARAUAPEBAS#

Valmir e Célio Costa: aumento da tarifa do transporte público e da corrupção?

No sábado o IBOPE saiu às ruas e pesquisou nas passeatas o que motivava os protestos, o resultado foi o seguinte:


28% - querem para barrar o aumento da tarifa de transporte público;

24% - combate da corrupção;

12% - querem melhorias na saúde;

6% - querem barrar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 37;

5% - para criticar gastos com a Copa do Mundo e para exigir investimentos em educação.

O IBOPE não esteve em Parauapebas, mas que tem tudo a ver tem! 

O sentimento na população é o mesmo, embora a resignação seja maior, em virtude de nenhuma atuação do Ministério Público, Tribunal de Contas e muito menos Câmara dos Vereadores (ou clube da vadiagem) de Parauapebas.

Em Parauapebas não custa lembrar que o prefeito, VALMIR DA INTEGRAL, aumentou a tarifa do transporte público em 20%, passagem que custava R$ 1,50 foi para 1,80.

E a corrupção com o prefeito VALMIR DA INTEGRAL e com CÉLIO COSTA como que anda? Será que anda de van?

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Cidadãos sugerem substituição de vans por micro ônibus


Joddal Simon
A situação caótica do transporte público municipal preocupa todos os cidadãos. 

Joddal Simon,  ativista social com atuação reconhecida, sugere que as atuais vans sejam substituídas por micro ônibus. 

Joddal Simon alerta que devemos lutar sim por melhorias no transporte público, mas ao mesmo tempo apontar ao governo soluções.

Sugere que nas especificações do tipo de veículo ideal para o transporte coletivo público de Parauapebas todos os micro-ônibus devem ter adaptação para cadeirantes e catraca com cobrador. Exemplifica com um modelo de 21 lugares: Volare - Modelo W Fly Urbano W9:
Imagens de equipamento com micro ônibus de 21 lugares. Tamanho e características seriam
adequados para a realidade de Parauapebas
Joddal Simon lembra que não é apenas na aquisição de novos equipamentos, pois além disso é preciso capacitar todos os motoristas e cobradores atuais, os qualificando para serem verdadeiros condutores de seres humanos. É preciso dar chance e mudar comportamentos. 

Sugere ao prefeito abrir mercado às empresas, somente a concorrência no setor trará a qualidade desejada ao transporte publico, além de tarifas controladas pelo município. 

Alerta que a qualidade não é apenas uma obrigação do concessionário ou apenas a aquisição de novos veículos, mas um conjunto de serviços disponíveis, desde uma malha viária urbana adequada, com trajetos  definidos, paradas para abrigar os passageiros e horários para serem cumpridos. 

Há muito trabalho a ser realizado, mas gente capacitada o município e o governo tem, diz Joddal Simon.

Valmir é acuado por Ciza

Ciza e Valmir: a boa filha à
casa torna!
Acredite, o prefeito todo dia tem que matar um leão, o homem é acuado de tudo enquanto é lado, denotando uma fragilidade moral que salta à vista. 

Para retirar FRANCISCA CIZA da educação e ao mesmo tempo evitar que ela abrisse o bico, comprometendo a situação e até o mandato do prefeito, Valmir prometeu à professora que assim que a poeira baixasse ela voltaria para ocupar uma secretaria.

Pois é, já correm notícias que a SECRETARIA DE MINERAÇÃO poderá ser ocupada pela enrolada FRANCISCA CIZA. 

Aguenta Parauapebas!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Rede Brasil 609.836 - faltam 14 dias


FHC e Aécio Neves já defenderam Constituinte Exclusiva, agora são contra

OAB apresentou uma excelente proposta de reforma eleitoral, mas a questão nunca foi a falta de proposta, o problema é aprová-la no Congresso. 

A proposta de uma constituinte foi apresentada pelo presidente em FHC em 1998, agora o PT reedita, mas, como é parecido com o PSDB em tudo, também já sinaliza que irá recuar. Todos tem medo do povo livre. Nada mais parecido com um SAQUAREMA (PSDB) que um LUZIA (PT) no poder.

Veja quem já defendeu uma nova CONSTITUINTE:

FHC, em 1998 (mas ontem ele disse que isso é medida de governo autoritário)
http://www.dpnet.com.br/anteriores/1998/04/17/brasil1_0.html
FHC defende nova Constituinte
Assembléia Nacional seria restrita a discutir as reformas tributária, política e do Judiciário a partir de 99
BRASÍLIA - O presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu ontem a instalação de uma Assembléia Nacional Constituinte restrita, que funcionaria a partir de 99, para discutir três temas: reformas tributária, política e do Judiciário. Fernando Henrique fez a proposta durante a instalação do gabinete do ministro extraordinário da Reforma Institucional, Freitas Neto, no terceiro andar do Palácio do Planalto. Freitas Neto lembrou que está em tramitação no Congresso emenda do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) sobre o assunto.
Itamar Franco, em 2000
"Itamar voltou ontem a defender uma assembléia constituinte exclusiva no Brasil em 2001, como forma de alterar a situação econômica do país. Segundo sua proposta, o projeto resultante da constituinte entraria em vigor juntamente com o mandato do próximo presidente."
Aécio Neves, em 2004 (texto mal escrito da Folha, sem áspas claras)
"O objetivo de Aécio é, a partir de um Estado politicamente forte no cenário nacional --e para isso ele conta inclusive com setores do PT mineiro, como o ligado ao prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel--, poder influir nas decisões políticas e econômicas do país. A defesa de uma constituinte exclusiva para rediscutir o pacto federativo, com reforma tributária, faz parte disso."
Lula, em 2006
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse "ver com simpatia" a tese da necessidade da convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva para discutir a reforma política."
José de Alencar, em 2007
"O presidente em exercício, José Alencar, disse ontem que entre as propostas em estudo pelo governo está a de convocar uma Assembléia Constituinte para deliberar sobre as reformas tributária e política.
Alencar discursava em um seminário para investidores, quando foi questionado sobre o sistema tributário, definido por ele como um "cipoal burocrático". Foi quando admitiu que o governo examina sugestões sobre convocação de uma assembléia constituinte exclusiva."
Henrique Fontana, em 2008
"A assessoria da liderança do governo federal na Câmara pediu o levantamento de informações sobre a possibilidade jurídica de convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva e uma nova revisão constitucional. O pedido foi encaminhado à biblioteca da Casa na última quinta-feira.
O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), afirmou que a prioridade do governo no próximo ano será a reforma política e que formas de conduzir mudanças na legislação estão sendo estudadas. "Temos que buscar as condições de alterar o maior número de coisas possíveis visando construir um novo sistema político no país", disse."
PT, em 2009
O PT decidiu transformar a reforma política em tema da campanha eleitoral de 2010 e, em seu congresso nacional, em fevereiro, votará uma proposta de realizar um plebiscito sobre o tema no mesmo dia da eleição presidencial do ano que vem.
Nesse mesmo congresso será lançada oficialmente a candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
O autor da ideia do plebiscito é Francisco Rocha, um dos principais ideólogos da ala que controla o partido, a Construindo um Novo Brasil (CNB).
Um grupo de 38 senadores, em 2009
"Na tentativa de realizar uma Assembleia Constituinte exclusiva para discutir as reformas política e tributária, um grupo de 38 senadores protocolou no Senado nesta quarta-feira projeto que pede a realização de plebiscito no ano que vem para ouvir a população sobre a necessidade de se convocar o Congresso para discutir os dois temas. Os senadores defendem, no projeto, que o plebiscito seja realizado conjuntamente com as eleições de 2010."
Marina Silva, em 2010
"A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu hoje pela manhã, em entrevista por telefone à rádio "Central AM", de Campinas (93 km de SP), a realização de uma "constituinte exclusiva" para implantar reformas, entre elas a previdenciária."
Candidatura Dilma, na campanha de 2010
"A candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, afirmou na manhã desta quarta-feira (18) durante o debate Folha/UOL que "uma das possibilidades é a constituinte exclusiva" para fazer a reforma política."
Gilberto Kassab (e todo o PSD), em 2011
http://www.youtube.com/watch?v=po1XSVOJ3rs

Cristovam Buarque, Pedro Simon e Pedro Taques defenderam, na semana passada
"O parlamentar também defendeu a realização Assembleia Constituinte exclusiva para discutir reforma política --no prazo máximo de um ano. A reforma, na opinião de Cristovam, deve incluir permissão para o chamado "voto avulso", em candidatos não filiados a nenhum partido."

A verdade: Dr. Mário Monteiro pede exoneração

VEJA NA ÍNTEGRA O PEDIDO 

Parauapebas, PA 25 de junho de 2013


Ao
Senhor Prefeito Municipal de Parauapebas
(Nesta)


Prezado Senhor.,


                   Observando conflitos técnicos entre este servidor e diversos outros profissionais que, por hora, prestam serviços ao município, considerando a necessidade de proteção ao foro íntimo pessoal, opto por passar a observar a gestão municipal  por seu lado crítico: o de fora.
                   Solicito, assim, meu desligamento da função de Procurador Geral do Município. Imediatamente - como permitido na legislação que alberga minha profissão - retorno à banca que constituí nesta cidade, seguindo o legado dos meus pais.
                   Agradeço aos servidores da PGM, auxiliares, técnicos, assessores e procuradores, com os quais tive a oportunidade de desbravar estes meses a gestão municipal, muitos destes firmam a certeza de que a imagem do típico servidor público é uma falácia naquele departamento.
                   Mantenho-me, porém, atento, ativo e presente no movimento político de Parauapebas, cidade que escolhi para ser minha, exercendo as funções do cargo de Secretário Geral do Partido Social Democrático (PSD 55) Diretório de Parauapebas, onde de certo poderei atuar na defesa dos princípios que norteiam a democracia e, ainda, fazendo coro à massa “branca” que clama nas ruas por direitos.

                   Sem mais,



                   Mário de Oliveira Brasil Monteiro

                   OAB/PA n. 10.368

Procuradoria Geral tem novo chefe

O Sol do Carajás recebe a informação que o Dr. Mário Monteiro não é   mais o Procurador  Geral do Município de Parauapebas.

A decisão pela mudança e exoneração do Dr. Mário teria sido definida nesta tarde.


Célio Costa, segundo dizem, reuniu vários aliados no governo e fez uma festinha para comemorar o afastamento do Procurador Geral.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Pesquisa presidencial em BH: Joaquim Barbosa e Marina Silva lideram

Joaquim Barbosa e Marina Silva (REDE) lideram pesquisas 
presidenciais entre manifestantes

A intenção de voto para as eleições de 2014, para a pergunta estimulada, são os seguintes:
Joaquim Barbosa........... 26,4%
Marina Silva (REDE)....... 18,6%
Dilma Rousseff (PT)....... 14,2%
Aécio Neves(PSDB)........  6,6%
Eduardo Campos (PSB)..   0,7%
Ninguém/Branco/nulo....  30,8%
Não sabe ........................ 2,6%

A Innovare Pesquisa de Mercado e Opinião realizou a pesquisa com manifestantes em Belo Horizonte, no dia 22 de junho de 2013, com concentração na Praça Sete. Foram realizadas 409 entrevistas, com um questionário de 5 minutos de duração. A margem de erro é de 5% para mais ou para menos.

O que mais chamou a atenção é o quarto lugar de Aécio Neves(PSDB), com um percentual muito baixo, tratando-se de uma pesquisa realizada na capital mineira.

Fonte: http://www.advivo.com.br/luisnassif/

Prefeito faz a pior política

Valmir da Integral promove loteamento político da prefeitura com vereadores


Parauabebas nunca viu nada parecido, nem DARCI foi tão irresponsável, a prefeitura de Parauapebas aos poucos está sendo loteada e entregue aos vereadores para que estes transformem cada secretaria numa capitania hereditária, que nem fez o vereador Braz(PDT), o maluquinho, que colocou no cargo a própria esposa.

Valmir da Integral já negociou mais uma secretaria, agora é a da saúde, que será entregue, caso DEUS não intervenha, ao vereador ODILON (PMDB), ou seja, mais um político que faz VALMIR DA INTEGRAL dobrar os joelhos nos caroços de milho, mostrando para toda Parauapebas a fraqueza do prefeito. 

O Odilon do PMDB se juntará aos seguintes vereadores: Majo da Mactra(PSDB), que manda na educação; Braz(PDT),  que manda na Habitação; Pavão (PTB), que manda na Obras. 

Outros boatos dão conta que a SEMPROR, onde o sr. Horácio vem desempenhando um trabalho bastante elogiado, já teria sido negociada com o PT, seria entregue ao vereador Miquinhas, além da secretaria de esporte que também poderia mudar de mãos. 

Porém, o mais cômico, não fosse trágico, é que dos vereadores citados apenas o MAJO DA MACTRA fez campanha para o atual prefeito, os demais eram da oposição, apenas para ter uma idéia do nível que chegou o aparelhamento e loteamento da prefeitura de Parauapebas, onde o prefeito com medo de qualquer oposição quer o apoio de todos os vereadores. Uma vergonha!

domingo, 23 de junho de 2013

Vereadores visitam centro universitário em Gurupi

Vereadores de Parauapebas visitam Gurupi-TO em busca de conhecimentos para implantação de Faculdade
Vereadores de Parauapebas com Carlos Ribeiro, presidente da
Câmara de Gurupi-GO, e Sílvio Barbalho, da UnirG 

Uma comitiva formada pelos vereadores Josineto Feitosa de Oliveira  (PSDC), Bruno Soares (PP) e José Arenes (PT) visitou durante esta semana o município de Gurupi, no Estado do Tocantins.

O objetivo da viagem foi de conhecer de perto o Centro Universitário UnirG, que é uma instituição Pública Municipal de Ensino Superior mantido e representado pela Fundação UnirG – entidade de direito pública detentora de mesmo regramento jurídico dispensado às autarquias, para ver a viabilidade de implantar em Parauapebas uma Universidade Pública Municipal.

Na visita à Unirg, os vereadores Bruno Soares, Josineto Feitosa e Arenes foram recepcionados pelos reitores da Universidade Alexandre Dias e Victor Oliveira, que na oportunidade apresentaram todos os detalhes do projeto e tiraram as dúvidas dos parlamentares de Parauapebas que querem seguir o exemplo de Gurupi e usar na futura Universidade Pública Municipal que deve ser instalada no município nos próximos anos.

Ainda na viagem à Gurupi, Bruno, Arenes e Josineto foram recebidos pelo prefeito da cidade, Laurez Moreira (PSB) e pelo diretor do Campus da Unirg, professor Eduardo Lemmus.

De acordo com o vereador Bruno Soares, a viagem ao município tocantinense foi muito produtiva. “Muitas pessoas já tinham chegado até a mim elogiando a Unirg, e como recentemente apresentei na Câmara de Vereadores um projeto para a implantação da Universidade Pública de Parauapebas, fomos até Gurupi, conhecemos o projeto que já é sucesso lá e com certeza trouxemos na bagagem muitos conhecimentos positivos que serão usados também aqui em Parauapebas”, declarou.

Josineto Feitosa, atual presidente da Câmara de Parauapebas, relatou que a viagem foi importante, “afinal, conhecemos um projeto que deu muito certo em Gurupi, e podemos unir as experiências e implantar também aqui em nosso município”, afirmou.

Por sua vez, o vereador José Arenes, se disse feliz em estar participando desta comissão que visa buscar conhecimentos para serem aplicados na futura implantação da Universidade Pública Municipal de Parauapebas.

Universidade Pública de Parauapebas

Na Sessão Ordinária que foi realizada na Câmara de Parauapebas na última terça-feira (18), o vereador Bruno Soares que é líder da bancada do Partido Progressista (PP), apresentou a indicação de número 108/2013, de sua autoria, que solicita ao Poder Executivo a criação da Universidade Pública Municipal de Parauapebas.


A indicação foi aprovada por unanimidade por todos os vereadores e a pauta foi bastante elogiada, tendo inclusive a mesa diretora do Poder Legislativo se posicionado imediatamente para que a implantação do órgão de educação seja implantado o mais rápido possível pela administração do Prefeito Valmir Mariano (PSD).


Em declarações prestadas à reportagem, o vereador Bruno Soares afirmou estar muito feliz por ter dado início para a realização de um sonho antigo dos munícipes de Parauapebas. “Entendo que a criação da Universidade Municipal de Parauapebas proporcionará à nossa população a oportunidade da educação continuada, permitindo-lhes o acesso e a disputa ao mercado de trabalho em igualdade de condições com os moradores de outras cidades e regiões”, destacou Bruno Soares.

Sobre a UnirG

O Centro Universitário UnirG é a maior Instituição de Ensino Superior do Sul do Tocantins e uma das mais prestigiadas de todo a Região Norte, com aproximadamente 4.400 alunos matriculados em cursos de graduação e pós-graduação. Ademais, também é o quarto maior orçamento público do Estado, além de ser uma das maiores instituições empregadoras do Tocantins, possuindo atualmente 392 professores e 553 funcionários, entre técnicos administrativos e estagiários.

Em 2008 se transformou em Centro Universitário UnirG como parte de um processo histórico resultante de 25 anos de existência, tendo iniciado sua trajetória como faculdade isolada, então denominada Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Gurupi (FAFICH), mantida pela Fundação Educacional de Gurupi (FEG) no período compreendido entre 1985 a 1997.

De lá pra cá o Centro Universitário UnirG recebeu novos cursos e investimentos e fornece atualmente 14 cursos de graduação, cada um deles subordinado a sua respectiva unidade coordenadora. Os cursos são subdivididos em quatro grandes áreas, a saber Ciências Biológicas e da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Linguística e Ciências Sociais Aplicadas e Ciências Humanas.


Para 2013, a UnirG tem orçamento de R$ 44.000.000,00 (quarenta milhões).

Fonte: www.pebinhadeacucar.com.br

_________________
Nota: observe que o valor anual de R$ 44 milhões que o município de Gurupi destina para um centro universitário com 14 cursos, 392 professores e 553 funcionários é praticamente igual ao que VALMIR DA INTEGRAL entregou para o advogado Pazinato, em apenas 5 meses, com base em contrato de 2012.  

Protestos no Pará

É TEMPO DE FOGUEIRA

Por Charles Alcântara

Os eventos de junho desencadearam muitas rupturas em curso que apontam para uma ruptura sistêmica de um modelo que há algum tempo já começou a ser substituído por outro, mas que agora irrompe definitivamente nas ruas de todo o país, a princípio nas grandes cidades do centro político e financeiro, espraiando-se em seguida para as demais capitais e que agora chegou a cidades brasileiras de médio e pequeno porte. Refiro-me especialmente ao modelo de democracia representativa, fundado no monopólio da representação política de posse dos partidos.

A instituição partidária tradicional, burocratizada, desfigurada, verticalizada e autocentrada, que já se encontrava em estado crescente de falência múltipla de órgãos, agora arde na fogueira da quadra junina mais cívica da nossa história.

Na segunda passeata ocorrida em Belém na tarde ensolarada de 20 de junho, topei com vários militantes partidários do PT, PSOL, PCdoB, PSTU (e por aí vai), agora destituídos dos seus símbolos e marcas (camisas, bandeiras, adesivos, faixas) como em respeito ao caráter francamente antipartidário das manifestações ou por receio mesmo das hostilidades que chegaram ao extremo da agressão física em alguns casos isolados, mas que podem generalizar-se.

Os militantes partidários, que aumentaram da primeira para a segunda passeata, num claro movimento de reaproximação e de reconexão com as ruas, lugar que bem conhecem, mas do qual se distanciaram, sentem muitas coisas ao mesmo tempo e reconhecem que os partidos nos quais ainda apostam as suas fichas e depositam suas crenças estão diante de um dilema existencial: ou se reinventam ou serão despojados de qualquer vestígio que ainda lhes resta de representatividade.

Comparo os militantes partidários que foram às ruas, a despeito da hesitação dos "chefes" de suas legendas, como pequenas brasas dispersas necessitadas de agregação, umas com as outras, para que voltem a produzir o fogo da ação política transformadora.

Os partidos e os políticos, tal como se estruturaram e se mantém no poder, deixaram de ser reconhecidos por uma massa crescente dos representados como capazes e legítimos para operar as mudanças há muito reclamadas e que se tornaram urgentes.

A multidão que dá nova serventia às ruas é apenas uma pequena parcela do povo que já não se vê mais representado pelo que aí está e pelos que aí estão.

Os atos de depredação e violência, embora indesejados e traumáticos, não são a tônica dos protestos, mas um efeito colateral de um remédio aplicado em doses elevadas, mas necessário para enfrentar a grave doença da injustiça social que debilita a sociedade brasileira.

A tônica é o desejo sincero de mudança, o engajamento cívico. A tônica é a vontade de ajudar a mudar o Brasil, de fazer a sua parte.

Se no terreno da democracia representativa que se estabeleceu no Brasil, os corruptos, demagogos e malfeitores fossem a minoria, como o são - em meio à onda de protestos - os manifestantes que praticam atos de violência, não tenho dúvida de que já seríamos um país melhor.

O Brasil, qual fogueira de São João, está ardendo e queimando pestanas e paradigmas.

Querem faturar com os protestos, diz Marina

Enquanto conversava com a Folha por telefone, na quinta-feira passada, a ex-ministra Marina Silva acompanhou, pela TV, as imagens da manifestação que transcorria em Brasília naquela noite: "Meu Deus, a polícia está batendo nas pessoas. Deve estar cheio de gente que eu conheço", afirmou.

Ela disse que se colocava no lugar das mães "desses meninos". Jovens que, segundo ela, colocaram em prática um "ativismo autoral" sobre o qual vem falando "há mais de três anos", e que é uma das bandeiras da "Rede Sustentabilidade", partido que tenta criar para voltar a disputar a Presidência em 2014.
Zanone Fraissat/Folhapress
Marina Silva em ato que celebrou as 500 mil assinaturas para criação de seu partido, a Rede Sustentabilidade
Marina Silva em ato que celebrou as 500 mil assinaturas para criação de seu partido, a Rede Sustentabilidade
Veja trechos da entrevista.
*
Folha - A sra. vem falando sobre um "ativismo autoral" presente nas manifestações. Sente-se satisfeita com elas?

Marina Silva - Isso é tão grande que seria pretensioso [dizer isso]. Falando com você, estou emocionada. Poxa vida, eu queria muito que o Chico Mendes estivesse vivo, ele entenderia como ninguém o que estou sentindo agora, de poder ter pensado nisso [antes]. E uma demanda que eu vejo oculta é a de um realinhamento político por uma agenda para o Brasil. Parar de o PT querer governar sozinho pegando o que há de pior no PMDB, e a mesma coisa o PSDB. Se continuar no mesmo discurso, vamos continuar indignos dessas manifestações.

O que achou de partidos terem se manifestado após a revogação dos reajustes das tarifas, capitalizando os resultados?

É difícil falar. Me desculpe, mas é ridículo. Você tem a água cavando seu leito na terra e, quando ela transborda depois desse esforço, vê aqueles que querem surfar na onda. Não entenderam nada, não aprenderam nada.

A Rede, que divulgou comunicado dizendo que seus ativistas continuarão "presentes nessas horas", também não pode ser criticada?

Podem até dizer, porque o movimento é tão grande que as pessoas não têm a obrigação de saber que estamos nisso desde sempre. Não registrar que foi uma vitória seria injusto com os milhares e milhares da Rede. A gente nunca levou camisa, bandeira. Todo mundo da Rede que está aí legitimamente opera nessas manifestações, mas ela é multicêntrica. Se você vir as velhas bandeiras querendo surfar, faturar, a Rede é completamente diferente.

Qual acredita ser o seu papel diante desse movimento?

Meu papel é de mais um. A água que cava seu leito faz isso se misturando com a terra. Eu sou mais um nessa mistura de água e terra.

Mas também é uma liderança carismática capaz de juntar pessoas em torno de uma causa, inclusive a de poder voltar a disputar a Presidência...

Tenho dito que quero usar meu carisma para convencer as pessoas de que não dependam do carisma, que não acreditem que tem salvadores da pátria. A pátria é uma construção de todos nós.

A Rede defende a quebra do monopólio dos partidos na política. Não é contraditório formar um partido?

A Rede é um cavalo de Troia. Estamos antecipando o que seria essa nova institucionalidade política. Em vez de ser um partido para que os movimentos fiquem a serviço dele, somos um partido a serviço desses movimentos.

Como a Rede pode atrair esses movimentos, já que causas ambientais não aparecem com veemência nos protestos?

É um erro querer instrumentalizar esse movimento. Seria contraditório com tudo o que tenho dito. A juventude não é atraída por ninguém. Ela é que se atrai e acha ridículo pessoas cheias de cacoetes querendo parecer com eles. Aqueles que têm mais experiência, em lugar de quererem ser donos da ação, deveriam se colocar no lugar de mantenedores de utopias.

Que similaridades vê entre a Rede e esses movimentos?

A Rede tenta ajudar com a atualização do processo político. Nosso esforço está sendo tolhido agora no Congresso. Em vez de os partidos se repensarem, tentam nos sufocar. É muito difícil, porque a característica da estagnação é que as pessoas não veem que estão na estagnação.

A votação do projeto que inibe novos partidos pode ser protelada no Senado, para não dar tempo de questionamento de sua constitucionalidade?

É uma injustiça, mas espero que comecem a entender que o país está mudando. A democracia não é um valor pra ser usado quando algo me beneficia. A base do governo está fazendo com a gente o que tentaram fazer com o PT e a gente reclamava tanto.

Manifestantes: Rudá Ricci rebate artigo de André Singer (PT)

Um dedo de prosa com André Singer

Por Rudá Ricci

Rudá Ricci (sociólogo) e André Singer (porta voz da presidência da república no governo Lula)

Alertado por um amigo, li, somente agora, o artigo de André Singer (Folha de S. Paulo) intitulado "Esquerda ou Direita?".

Gosto de André, sua humildade e sua importante tentativa de interpretar a realidade atual. Para quem já assistiu suas participações em debates acadêmicos, deve ter percebido como foge de padronizações (a despeito de cair em várias em seu último livro) e reconhece limites. Nada a ver com a arrogância de praxe de acadêmicos da USP.

Este estilo pessoal exige um tom cordial, como ele adota, para manifestar discordâncias. Tentarei. Mas já peço desculpas pelos meus arroubos italianos.
O artigo, em meu entender, incorre em alguns erros.

O primeiro: Singer afirma que os protestos teriam a peculiaridade do estilo horizontal de organização. Ora, nos anos 1980 este era o estilo da maioria dos movimentos sociais nascentes, inspirados em inúmeras teorias, do catolicismo comunitarista das comunidades eclesiais de base aos sovietes russos tão valorizados pela literatura trotskista. E ainda mais, pelas teorias autonomistas ou dos novos movimentos sociais. Havia de tudo e a democracia direta fazia concessões apenas aos modelos de representação delegada, aquela em que o representante não tem autonomia nenhuma, sendo um mero porta-voz da assembléia que o elegeu.

Singer dá um salto, portanto, ao sugerir que antes da horizontalidade das mobilizações de rua desta semana, só havia sindicatos e partidos. Ledo engano. Aliás, esta vertente organizativa esteve na certidão de nascimento do PT, está em seu manifesto e na sua mais cara inovação em gestão pública, o orçamento participativo.

Segundo erro: a revolta contra as instituições precisa ser canalizada para a sua revitalização. Aqui é mais complicado. O que, afinal, são instituições? São guardiãs da moral, dos valores e crenças sociais. Ora, se elas não se inspiram nestes valores, se não se alimentam das ruas, se estão descoladas do cotidiano dos indivíduos, mergulham no que Durkheim denominou de anomia, ou, ausência de norma ou regra de coesão. Singer desconheceria que as mobilizações atuais estariam justamente denunciando este hiato? Seria o caso de refletirmos se é o caso de revitalizarmos as atuais instituições de representação ou superá-las. Nada que chegue perto do anarquismo, populismo ou fascismo. A história é outra e não valeria a pena transformar a dúvida em embate épico.

Terceiro erro: considerar que se trata de um mera contestação de classes médias tradicionais, que estariam fisgando as frações conservadoras das camadas populares, via apelos contra a corrupção, parece desconhecer o poder do apelo desta bandeira. Aqui entramos numa seara perigosíssima. A ofensiva contra a corrupção é bandeira da direita? Mas, então, todo ataque ao malufismo, ao Sarney e velhos coronéis do atraso político tupiniquim que o PT desferiu em seus primeiros passos significou oportunismo ou infantilismo? Singer sugere, afinal, que o que estaria ocorrendo neste momento foi um estratagema empregado pelo PT algumas décadas atrás? Se for, o PT estaria absolvendo a classe média tradicional neste ímpeto oportunista de momento.

Sejamos mais claros. As mobilizações e passeatas dos últimos dias não são de direita. São um campo aberto, de disputa de rua, um dos momentos mais nobres da nossa democracia contemporânea. Mais: revela que estes anos de poder deseducaram as forças políticas que governam o país em relação a este campo de disputa. Anos atrás, seria o campo preferido da ação política. Lembro de Lula acenar para este campo nas diversas vezes que a direita - esta sim, direita clássica - ameaçava com instauração do pedido de impeachment. O que teria acontecido de lá para cá?

Ao final do artigo, Singer revela que também compreende este envelhecimento precoce das lideranças de massas. Afirma que à esquerda brasileira caberá mostrar a cara e propor um programa que aposte na ampliação do bem-estar que as massas exigem. Enfim, parece evidente que esta esquerda embalada pelo poder não estaria mostrando a cara e não estaria sabendo expressar um programa de ampliação de direitos sociais. Caso contrário, as ruas nunca teriam sido um desafio tão pecaminoso como transparece no artigo de Singer.

Resta um último erro que, em meu juízo, o autor comete. Afirma, logo de início:

"Convém esclarecer, antes que haja qualquer mal-entendido, que a democracia não pode funcionar sem partidos e que os sindicatos, apesar de todos os problemas, continuam a ser o melhor instrumento que o trabalhador tem para defender seus interesses."

Faltou demonstrar este imperativo. Os partidos políticos modernos são estruturas criadas no século XIX. Há uma miríade de teorias e estudos que revela o quanto se burocratizaram desde então, perdendo sua eficácia como instrumento de representação de interesses. Em tempos de interesses difusos, esta limitação se agravou. Pergunto à Singer se os partidos estiveram, nos últimos anos, junto aos nossos jovens, nos bares, baladas, grupos de pagode e funk, nos grafites, nas redes sociais, enfim, inseridos no seu cotidiano. Estiveram próximos? Estiveram ao menos presentes? Os partidos não teriam sido os protagonistas da burocratização excessiva das entidades estudantis, tão atuantes em décadas passadas e que não conseguem liderar as mobilizações juvenis dos últimos dias?

Tenho certeza que para André o que questiono não é novidade.

É verdade, como dizia Vianinha, que nem tudo que é novo é revolucionário. Pior que isto, contudo, é não ser nem novo, muito menos revolucionário. Seria a expressão do ultra conservadorismo.